Pai separado não deve só pagar pensão: 7 obrigações que TODOS precisam assumir

Pai separado não deve só pagar pensão: 7 obrigações que TODOS precisam assumir
janeiro 12 13:51 2018 Print This Article

Quando os pais se separam, na maioria das vezes as crianças ficam com as mães. Porém, diferente do que muitos pensam, não é porque o pai não mora com os filhos que sua única obrigação é pagar uma pensão alimentícia.

Pelo contrário, no caso da guarda compartilhada, segundo a lei brasileira, por toda a vida das crianças, a presença, os cuidados, o apoio financeiro e principalmente o amor devem ser divididos entre o pai e a mãe, sendo de responsabilidade dos dois tudo o que envolver a educação e a criação deles até que completem 18 anos.

Mas, mesmo que o regime de guarda seja outro, os homens tem a obrigação não só de pagar pensão, mas também de suprir outras necessidades dos filhos – emocionais, afetivas, de presença, apoio e exemplo. Isto porque a presença paterna, além de não sobrecarregar a mãe, ainda interfere MUITO na formação da criança.

Segundo levantamento da Universidade de Connecticut, ser amado ou rejeitado pelos pais afeta o desenvolvimento da personalidade na infância e o comportamento na vida adulta. Crescer com um pai ausente pode fazer com que a criança apresente sintomas como ansiedade e insegura, seguidos de hostilidade e agressividade. Ao se tornar um adulto, há também grandes chances de que ele tenha dificuldade para se relacionar

Responsabilidades do pai além da pensão

  • Manter contato: se o filho morar com a mãe, o pai deve estar sempre em contato com o filho, seja presencialmente, por telefone ou redes sociais. Apesar de não morar mais na mesma casa, é importante que a criança sinta que o pai está presente em sua vida o tempo todo.
  • Estabelecer uma relação de confiança: a criança deve confiar no pai tanto quanto confia na mãe. Para que essa relação seja estabelecida, é essencial que o pai se faça presente em todas as situações, desde as mais simples e cotidianas até as mais tensas e que pedem maior cuidado, amparo, acolhimento, dedicação, colo, carinho e suporte emocional e psicológico.
  • Participar ativamente da educação: é impossível que uma criança seja educada semanalmente ou a cada quinzes dias, em visitas esporádicas. Por isso, a participação do pai na educação e disciplina da criança precisa ser rotineira. É preciso que ele decida, junto com a mãe, quais parâmetros serão adotados na disciplina do pequeno, seja presente em situações conflituosas e esteja sempre disposto a representar a figura paterna, que é essencial na infância.
  • Ir a eventos escolares: comemorações e apresentações em datas festivas, competições e outros eventos escolares devem ter, sempre que possível, a presença do pai e da mãe. É de extrema importância que os dois acompanhem também as reuniões escolares, para que saibam como podem complementar em casa a educação ensinada na escola.
  • Levar ao médico: os pais devem estar sempre por dentro das febres, doenças, consultas ou quaisquer tratamentos médicos pelos quais os filhos são submetidos, assim como devem estar alinhados quanto às decisões sobre a criança neste quesito, como escolha e até acompanhamento no pediatra, por exemplo.
  • Estar presente em datas comemorativas: aniversários, Natais, Reveillons e outras datas comemorativas devem ser combinadas entre o pai e a mãe, caso seja o caso de alternar a celebração de uma data com um e outra data com o outro. Mais uma vez, o importante é que o filho sinta que é parte ativa da vida tanto da mãe, quanto do pai, e vice-versa.
  • Pagar a pensão alimentícia, mas não só: é o valor que se paga a uma pessoa para que supra as necessidades com alimentação, moradia, vestuário, saúde e lazer, e deve ser pago de acordo com a renda do responsável que não tiver a guarda da criança até que atinja 18 anos ou conclua os estudos universitários. Pagar a pensão, no entanto, não exime o pai de prestar outros auxílios emocionais, físicas, afetivos e até financeiros.

O mais importante é o pai e a mãe estarem sempre presentes na educação do filho, de forma que contribuam para o desenvolvimento dele como pessoa, em um ambiente agradável e feliz.

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Ana Moreira
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