Álcool na adolescência diminui tecido cerebral

Álcool na adolescência diminui tecido cerebral
agosto 18 14:35 2017 Print This Article

O consumo excessivo de álcool durante a adolescência diminui várias áreas do cérebro, em especial as que se relacionam com o raciocínio, lógica, resolução de problemas, planeamento e memória. As conclusões são de um estudo realizado na Universidade Estadual de Oregon (EUA), segundo o qual beber grandes quantidades de álcool enquanto o cérebro ainda está a amadurecer podem prejudicar permanentemente o sistema nervoso e aumentar o risco de alcoolismo.

A autora do estudo, Anita Cservenka, recorda que “a adolescência é uma altura em que o cérebro ainda está a desenvolver, o que inclui não apenas o desenvolvimento biológico, mas também a maturação de comportamentos psicossociais. As alterações neurológicas, como resultado do uso intenso de álcool durante a adolescência, podem resultar num risco aumentado de desenvolver um transtorno de uso de álcool mais tarde na vida”.

Para o trabalho, a equipa considerou consumo excessivo de álcool como a ingestão de quatro ou mais bebidas num período de duas horas para as raparigas e cinco ou mais para os rapazes no decorrer do mesmo intervalo de tempo. O relatório final, publicado na revista “Frontiers in Psychology”, tomou em consideração a multiplicação de episódios deste tipo e não os excessos que se cometem esporadicamente.

“Observámos seis áreas para determinar o impacto nocivo do consumo excessivo de álcool na resposta cerebral, a saber: inibição de respostas, memória funcional, aprendizagens verbal e memória, tomadas de decisão e processamento de recompensas, reatividade do álcool e processamento sociocognitivo e sócio emocional”, explica Anita Cservenka.

A análise estabeleceu que o consumo excessivo de álcool entre os jovens está associado a uma redução de áreas do cérebro que desempenham um papel fundamental na memória, atenção, linguagem, consciência e consciência, que incluem estruturas corticais e subcorticais. É disso exemplo o défice na capacidade dos jovens em aprender palavras novas.

 (fonte: Pais e Filhos)

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Ana Moreira
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