Desaparecimento ainda é mistério para a polícia

Desaparecimento ainda é mistério para a polícia
dezembro 20 10:16 2016 Print This Article

A Polícia Civil de Marabá continua investigando as circunstâncias que levaram ao desaparecimento de Andreia do Nascimento Brigido, de 30 anos, registrado no último domingo (18). De acordo com o que foi relatado pelo marido de Andreia, ela saiu de casa, no Bairro Liberdade, por volta das 14 horas de sábado (17) para ver kitnets na Folha 12, Nova Marabá, não retornando mais para sua residência. Ainda no domingo (18), a polícia militar conduziu quatro pessoas à delegacia que estavam com a moto da mulher desaparecida.

Segundo o delegado Luiz Otávio Ernesto de Barros, que estava de plantão na 21ª Seccional Urbana de Polícia Civil e acompanhou o caso, os homens apresentados foram ouvidos e liberados, uma vez que não havia provas que os ligassem ao desaparecimento de Andreia. Ele ainda disse que não tinha nenhum registro de furto ou roubo da motocicleta Biz, que pertencia à mulher. A reportagem esteve na delegacia na manhã desta segunda-feira (19) e conversou com Paulo Henrique Apinagés, rapaz que estava em posse do veículo e que alegou ter comprado moto de uma terceira pessoa.

Ele revelou que foi abordado por um rapaz em um grupo de vendas na rede social Facebook na manhã de sábado (17), após postar que tinha interesse em comprar uma motocicleta. “Começou no bazar o caso, porque eu estava a fim de comprar uma Biz e um rapaz que se apresentou como irmão dela me ofereceu o veículo. Ele era negro, um pouco mais alto do que eu, estava com a mão cortada e se tremendo muito. E eu nem liguei para isso”, relatou. Ele contou que o negócio foi fechado e que levou o vendedor até a caixa econômica para sacar o dinheiro e entrega-lo.

Paulo Henrique diz ter dado R$1.700 ao homem e ficou de repassar o restante do valor, R$300, na próxima sexta-feira (23) para que pudesse também pegar o recibo da motocicleta. Durante a negociação, o homem que se apresentou como irmão de Andreia ainda passou um telefone de Goiânia para que Paulo pudesse entrar em contato. “Eu não conheço ela e também não conhecia o cara, ele só se passou por irmão dela. E eu tenho todos os dados da conversa, não apaguei nada, desde a hora que começamos a conversar até a hora em que paramos”, confirmou.

Ele também acrescentou que chegou a receber os documentos referentes à motocicleta e que antes de comprá-la pediu o número do Renavam e da placa para checar se havia alguma irregularidade no veículo. Ele alega ter ficado surpreso quando foi abordado pelos policiais e também ao tomar conhecimento de toda a história, raciocinando que a negociação do veículo aconteceu antes mesmo do desaparecimento da moça. A moto segue apreendida na delegacia, como possível evidência para apuração do caso.

Familiares

Jonair Souza Franca, esposo de Andreia, contou à polícia civil que sua mulher teria ido ver quitinetes com um homem chamado Thiago, na tarde do último sábado (17). Ele relatou que tentou ligar no celular dela meia hora depois de sua saída, sem resposta. E que por volta das 16 horas, as ligações para o celular de Andreia estavam sendo direcionadas diretamente para a caixa postal. Ele ainda disse que a sua esposa vinha mantendo contato com uma pessoa do estado de Goiás, por meio de um número com o prefixo 62. Este telefone, segundo ele, seria de uma moça chamada Liliani.

Jonair revelou, também, que o marido de Liliani mandava mensagens românticas para Andreia, porém negou que ela seria infiel. “O nosso dia-a-dia estava bom demais, a gente passava por uma fase muito boa. A gente não brigava”, disse Jonair, que está casado há 15 anos com Andreia e tem dois filhos com ela, um de 12 anos e um de oito anos, com quem ela é muito apegada.

Maria Lopes do Nascimento, que mora em Parauapebas há quatro anos relatou ao Jornal que tem esperanças de encontrar a filha com vida. “Tinha uns dois dias que eu não falava com ela, porque ela só me mandava bom dia e eu respondia, porque eu trabalho e a gente não tinha muito tempo para se falar”, detalhou. Maria disse que ficou sabendo do desaparecimento às 19h de sábado, quando Jonair a ligou.

“Ele me ligou e eu entrei em desespero e vim para cá. E até agora nada. O que eu mais espero é encontrar a milha filha e que esse malvado que fez isso com minha filha, entrega-la ou uma notícia. Eu sinto que ela está viva e tenho para mim, que alguém está com a minha filha”, destacou.

Polícia segue investigando caso

O delegado Luiz Otávio revelou que as buscas por Andreia continuam, e que a polícia a considera como viva, uma vez que não há corpo. Ele confirmou também que várias pessoas foram ouvidas e que as perícias necessárias foram solicitadas para se chegar à elucidação do caso. Ele disse que a polícia civil conseguiu muitas pistas para seguir diferentes linhas de apuração, sendo uma delas a possibilidade de infidelidade por parte dela. Ele ainda disse que toda a situação deve ser tratada com cautela, por envolver o marido, filhos e demais familiares de Andreia.

De acordo com a delegada Simone Felinto, diretora da seccional de Marabá e respondendo pela Superintendência do Sul e Sudeste do Pará, nenhuma possibilidade foi descartada pela polícia e algumas pessoas que poderiam estar envolvidas no desaparecimento já foram encaminhadas para perícia.

Saiba Mais

No domingo (18) houve resistência dos familiares à soltura dos rapazes que estavam em posse da motocicleta de Andreia e que foram conduzidos à delegacia pela polícia militar. Em justificativa, o delegado Luiz Otávio revelou que nenhuma evidencia ligava os rapazes ao desaparecimento da moça, e ainda que um deles teria comprado o veículo de um homem em um bazar na rede social.

(Nathália Viegas com informações de Josseli Carvalho)

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Ana Moreira
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