Depressão pós parto: mudanças fisiológicas e psicológicas na mulher

Depressão pós parto: mudanças fisiológicas e psicológicas na mulher
novembro 12 18:31 2016 Print This Article

1-1O período pós parto é sem dúvida de muitas mutações fisiológicas e psicológicas para a mulher, pois é a fase das adaptações diante de uma nova realidade . Assim, a mãe se vê de repente num impasse onde a responsabilidade por uma nova vida totalmente dependente dela a assusta, gerando medo, insegurança, sentimentos de conflitos em relação a maternidade. Está aí um campo fértil onde fortes emoções positivas e negativas brotam numa luta entre o desejo e o medo de ter o que se deseja, surgindo então o estado depressivo. A depressão pós parto atinge mais as mulheres acima de 35 anos , que acabaram de ter o primeiro filho.

Tais quadros podem se desenvolver de várias formas ou em qualquer momento após o parto. Em qualquer quadro depressivo, existem causas em comum que podem ser influencias de fatores biológicos como alterações hormonais e fatores psicológicos decorrentes dos conflitos internos em relação a maternidade, família contexto social da mulher.

Os quadros depressivos se dividem em três fases de acordo com sintomas e duração

:
Depressão pós Parto: Aparece geralmente entre a primeira ou segunda semana após o parto. Quase sempre os sintomas se desfazem até o sexto mês.

Os sintomas marcantes desse quadro depressivo são

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– Irritabilidade
– Ansiedade marcada por fadigas
– Tristeza constante com crises de choro
– Breves lapsos de memória

Síndrome depressiva crônica: Pode surgir até o terceiro mês após o parto, com sintomas mais duradouros e mais intensos.

É comum a mãer ter

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– Alterações do sono
– Sentimentos de culpa
– Pensamentos suicidas

Esse quadro pode durar até um ano ou mais, necessitando de rigoroso acompanhamento médico. O tratamento da depressão é a combinação de medicamentos e psicoterapias.

Psicose Puerperial: Acontece até 45 dias após o parto e além dos sintomas citados acima é marcado por crises psicóticas intensas. Muitas vezes é necessária internação hospitalar.

Um sintoma muito frequente e comum a qualquer estado de depressão pós parto é a rejeição ao bebê.

Mudanças comportamentais podem ajudar na recuperação

Procurar socializar-se. Existem grupos em mulheres com o mesmo problema se reúnem para troca de experiências, busca de soluções, falar sem medo ou vergonha dos sentimentos.

Procurar sair um pouco mais de casa, mesmo que por poucos momentos
Pedir ajuda ao companheiro, sogra, mãe, amigas, para cuidar do bebê, afazeres domésticos, visitas ao médico.

Evite ficar sozinha ou só com o bebê.

Procure manter seu cérebro ativo com pensamentos positivos, momentos de lazer ou fazendo coisas que sempre gostou de fazer.

É importante que, ao sentir os primeiros sintomas, o médico ginecologista responsável pelo pré natal, seja avisado e consultado. Só o doutor pode avaliar e fazer o devido encaminhamento para o especialista que fará um diagnostico final e tratamento seguros.

Seja qual for o contexto em que a mulher se encontra, em casos de depressão pós parto a família tem papel fundamental e deve principalmente ficar atenta às atitudes comportamentais da mãe em relação ao filho, sabendo que muito importante preservar a relação de afetividade entre ambos.

Fonte:   Diário Feminino 1-1

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Ana Moreira
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